Kátia Machado

Como fazer com que os alunos deixem de ver a Gramática da Língua Portuguesa como um “bicho de sete cabeças”? Pensando em várias metodologias, a professora Dalva Pessanha de Souza viu no teatro uma excelente alternativa para aproximar a criançada das regras que regem a linguagem.Ela transformou a sala de aula em “clínica médica”, na qual os alunos encarnam papéis de médicos ou enfermeiros, e ela de paciente. E as doenças a serem tratadas nada mais são do que as questões da Gramática já vistas em aula.

A Clínica da Gramática, como Dalva denominou a atividade, faz parte do projeto “Inventando Brincadeiras Criativas” (IBC). Levada à 2ª série do 1º grau do Instituto Braga Carneiro, na unidade da Barra da Tijuca, a clínica tratou de vários assuntos. Entre eles, encontros vocálico e consonantal, acentuação, constituição da sílaba e tonicidade. “Sempre de forma original e interativa, procuro usar, com minha turma, sempre, estratégias que estimulem a participação cada vez maior dos alunos e o interesse pelos conteúdos trabalhados” – explica Dalva. E fugir da repetição tediosa que alguns tipos de aula proporcionam é o principal objetivo da professora.

O Espetáculo Continua...

Dalva aproveitou a atividade para estudar a significação das palavras e sua classificação gramatical. Listando, com os alunos, os objetos utilizados no decorrer da brincadeira (estetoscópio, martelo, gorro, relógio e óculos) e algumas das ações realizadas pelos participantes (procurar, pensar, filmar, perguntar, responder, escrever e explicar), a garotada vai entendendo o sentido de cada uma das palavras, com mais facilidade. Dominando-as, os alunos aproveitaram, ainda, para produzir individualmente um texto, relatando a atividade vivenciada.

 

 

O Último Ato

Encerrada a atividade, Dalva fez uma avaliação junto com seus alunos, para registrar passo a passo as conclusões a que a turma chegou. “Foi possível observar os conteúdos aprendidos pelos alunos e o que precisava ainda ser revisto”, esclarece a professora.

Basta Criatividade

A Clínica da Gramática é simples de ser montada. Não requer cenário, nem figurino, necessariamente. Eles apenas podem torná-la mais real. Os diálogos também não são decorados, e sim improvisados. E basta, ao professor, planejar seu roteiro de acordo com as necessidades dos alunos. Seguem, abaixo, algumas dicas: -Pergunte a seus alunos, quando estiverem interpretando papéis de médico ou enfermeiros, por que a palavra “termômetro” é proparoxítona. -Lembre-lhes de que, para arrumar palavras em ordem alfabética vão precisar da ajuda de um “remédio” bastante conhecido – o dicionário.

A atividade é apropriada para turmas de 10 a 40 alunos. Não há mistério. Basta dar a devida atenção a todas as crianças e ajudá-las a solucionar as dúvidas que existem em relação aos conteúdos, através de um roteiro esquematizado, respeitando o currículo escolar. E não se esqueça de deixar os alunos livres para criarem. Assim, aprender a Gramática da Língua Portuguesa torna-se uma conseqüência natural do processo educacional.

Instituto Braga Carneiro
Professora Dalva Pessanha
Tel. (0XX21) 325-4239