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O acesso da juventude ao ensino universitário no Brasil, comparado com o que se verifica em outros países, especialmente na América Latina, ocupa, hoje, uma posição inferior no gráfico de incursão no 3º grau. O número de inscritos nas nossas universidades corresponde a pouco mais de 10% de jovens de 19 a 25 anos, bem abaixo da Argentina (39%), do Chile (37%), da Bolívia (23%), da França (50% e dos EUA (80%), modelo a ser seguido se quisermos alcançar o desenvolvimento científico e econômico. Hoje, apenas 2 milhões de alunos fazem parte do quadro das universidades, sendo que 21% estão nas federais, 13% nas estaduais, 6% nas municipais e 60% nas da rede privada.
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A pesquisa de alto nível , ao contrário do que ocorre na grande maioria das instituições privadas do exterior, está fortemente concentrada, no Brasil, nas universidades públicas. Contudo, esta não pode ser a justificativa para o reduzido número de estudantes que tais instituições são capazes de absorver. Torna-se fundamental o desenvolvimento de estratégias para o aumento das matrículas, que vão garantir que os 87% da juventude brasileira sem acesso aos benefícios da Ciência da tecnologia e da cultura possam participar conscientemente da construção e das decisões da sociedade. Somente o fortalecimento do Ensino Fundamental e o conseqüente investimento nas bases deste ensino, principalmente na rede pública, poderão criar condições adequadas para ampliar a participação da juventude no Ensino Superior e romper, definitivamente, o elitismo e o atraso da Educação no Brasil.
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