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Projeto de Leitura facilita acesso a livros e contato com novas leituras. Simone Garrafiel Engana-se quem pensa que a biblioteca é somente um local em que há livros e periódicos organizados em extensas prateleiras. Este acervo de informação e cultura pode servir, também, para despertar o prazer pela leitura e, conseqüentemente, formar novos leitores. Baseando-se nesta premissa e desejando reunir alunos que sentissem prazer em folhear um livro, a professora Lauren Nascimento e uma equipe de coordenadoras e professoras idealizaram, em 1995, o Projeto Biju e o implantaram no Instituto de Educação Professor Ismael Coutinho (IEPIC), em Niterói. Biju é um projeto de leitura elaborado para proporcionar a estudantes o acesso aos livros. O nome é uma forma simplificada de comunicar que o projeto se desenvolve nas instalações da Biblioteca Infanto-Juvenil Alcimar Terra, que funciona no IEPIC. O objetivo do projeto, porém, não é fazer com que os alunos leiam forçosamente, e, sim, com que descubram o prazer da leitura e a melhor maneira de envolver-se com a história, seja através da dramatização, da brincadeira ou da cantoria. Isto vale para todos os alunos da escola. Afinal, o projeto alcançava somente as turmas de alfabetização a 4ª série, inicialmente, mas, hoje, devido ao sucesso alcançado, atende a todos. As dinamizadoras do projeto, as professoras Lauren e Anne Souza e a bibliotecária Angra Barros, somam esforços para mostrar aos alunos como “explorar” os livros, dando-lhes, sempre, autonomia para tanto. Quando chegam à biblioteca, os alunos escolhem a atividade que querem desenvolver. “Eles têm a liberdade de usar o espaço como querem, mas sempre há um profissional para orientá-los, tirar dúvidas e sugerir livros que sejam interessantes”- explica Angra.
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É utilizado um método lúdico para despertar, neles, o interesse pela leitura. São feitos “comerciais” sobre os livros, narração cantada ou apenas oral de histórias, teatro com fantoches, jogos dramatizados e brincadeiras. A idéia é dar ênfase ao livro. E, Para despertar ainda mais o interesse das crianças, foi montado o “Baú de Idéias”, uma caixa de papelão, toda colorida, “recheada” de balangandãs como sapatos, roupas, máquina fotográfica velha, cintos, chapéus e livros. “As crianças retiram do baú o que mais lhes agrada e criam uma utilização para o material, que inspira textos orais, leitura de livros e dramatização de histórias. A partir daí, observa-se o que elas estão criando e como desenvolvem a arte de brincar”. Na biblioteca, também são encontrados jornais, revistas, fantasias, fantoches e material de áudio e vídeo. “Podemos dizer que a Biju é multimídia” – brinca Anne. Para estreitar ainda mais a relação do aluno com os livros e a biblioteca, foi criado o Projeto Aluno Voluntário, através do qual os alunos, em seus momentos livres, vão à Biju e ajudam a organizar os livros e a catalogá-los. “O aluno passa a sentir-se responsável pela biblioteca, cria um compromisso com o espaço e um vínculo afetivo com os livros. Às vezes, deparo-me com o aluno lendo o livro que está manuseando. É um trabalho que repercute em benefício dele próprio” – orgulha-se Angra. E ela garante: participando da atividade, o aluno promove a leitura e divulga suas descobertas e as atividades do Biju, o que faz crescer a “corrente” de novos leitores. O empenho de Lauren, Anne e Angra converge numa única direção. Elas trabalham para que as pessoas “comprem” a idéia do projeto e a escola inteira passe a freqüentar a biblioteca. Mas isto não é tudo. “Nós também fazemos um trabalho com os professores, no sentido de orientá-los sobre como podem despertar no aluno, o gosto pela leitura. Eles precisam ser leitores também” - diz Anne. E Angra acrescenta: “O aluno lê quando se oferece leitura para ele”. Na Biju, quem faz o projeto acontecer são todos aqueles que entram no espaço e, de uma forma ou de outra, saem de lá com um livro nas mãos ou uma história na cabeça.
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