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Vovó não viu a uva. Talvez tenha visto a jabuticaba, que é fruta nacional, mas a uva… A idéia de que as cartilhas tinham que ser adaptadas à realidade dos estudantes brasileiros não é nova. Paulo Freire já dizia isso há décadas e, hoje, não há professor de classe de alfabetização que não trabalhe dessa forma. Mas a Escola Municipal Embaixador Dias Carneiro, em Jacarepaguá, vai além: não só a cartilha é produzida com base na realidade dos alunos, como é montada por eles. "Conforme vão estudando os fonemas, as crianças vão elaborando a cartilha, escrevendo as palavras que aprenderam num caderno, de forma organizada. Ao final do ano, ela está pronta. Isto deixa os meninos mais interessados, envolvidos no processo de aprendizagem e orgulhosos de seu trabalho", explica Maria Rosa Araújo Castro, atualmente professora dos cursos de aceleração da escola. Maria Rosa trabalhou muitos anos com turmas de alfabetização e seu trabalho interessou à produção do canal Futura, que a convidou para apresentar seus métodos na televisão. A professora costuma dizer que a aula tem que ser uma brincadeira. As crianças têm que se divertir. "Quando você gosta de alguma coisa, aprende muito mais rápido", afirma. Técnicas
de Alfabetização
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Origami Partindo de uma música, um filme ou uma história, a professora "brinca" com os alunos de fazer origami. Depois, eles reconhecem a palavra, escrevem-na, identificam os fonemas etc. No caso mencionado acima, as crianças fariam barquinhos de papel.
Coordenação motor : "Cobrir os fonemas com barbante ou apagar as letras do quadro-negro com o dedo estimula a coordenação motora, faz com que os estudantes conheçam o movimento que se faz para escrever a letra", explica. Brincadeira a toda hora Ouso de jogos já foi comentado na edição
de dezembro ("Alfabetizar Brincando", Jornal Educar, nº 15). É sempre
uma forma de fazer do aprendizado um pr
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