| Saiba
como usar devidamente a coleção do SAE em sala de aula
Para facilitar o trabalho dos professores, o SAE elaborou o curso “O Uso de Coleção Zoológica em Sala de Aula”, para que eles possam realizar uma aula prática em que trabalhem todo o conteúdo programático e, conseqüentemente, a ação do aluno sobre o material. “O curso auxilia o professor a trabalhar teoria e prática, oferecendo-lhe alternativas diversas de uso da coleção, tornando a aula mais interessante e atrativa”, diz Ronaldo, também professor do curso. A aula prática de Zoologia ministrada com o auxílio da coleção do SAE exige, acima de tudo, planejamento prévio. O aluno deve conhecer os objetivos da aula e o que vai fazer nela, isto é, observar, analisar e discutir os assuntos em estudo. O primeiro passo são as aulas
de demonstração, que podem ser realizadas em turmas muitos grandes, sem
problemas. A princípio, os animais podem ser utilizados de forma rotativa.
O exemplar circula pela sala de aula, passando pelas mãos dos alunos,
enquanto o professor explica as características do animal. Este tipo de
aula exige apenas a atenção e a observação do aluno. Há também aulas em que é aconselhável dividir a classe em grupos. Cada grupo recebe um ou mais exemplares e vai acompanhando e conferindo a explicação do professor, o que ajuda o aluno a absorver todo o conhecimento científico. Mas as aulas podem ainda ser enriquecidas com comparações e analogias, explorando, ao máximo, os conteúdos a serem estudados. Aulas deste tipo, por serem mais dinâmicas, requerem do professor maior conhecimento do assunto, disponibilidade de material e disposição para atender a todos. O professor poderá seguir as seguintes dicas quando usar a coleção do SAE, de forma comparativa: pedir que os seus alunos descrevam as semelhanças e diferenças entre animais do mesmo grupo e estimulá-los a criarem chaves de classificação sem precisarem, a princípio, obedecer à ordem científica dada nos livros. “Eu gosto muito de fazer isto com os insetos. Distribuo vários exemplares entre as crianças, dividindo-as em grupos de 4 ou 5, e peço que elas os
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classifiquem de acordo com as características observadas. O mesmo eu faço com os répteis, pedindo a elas que seja feita a comparação entre uma cobra e um lagarto”, conta Ronaldo, que sempre faz uso da coleção em suas aulas de Ciências. Outro recurso usado é a comparação com os textos e as figuras dos livros didáticos ou a composição de esquemas, modelos ou desenhos que expliquem as características dos animais observados. O aluno, assim, passa a entender como se processam os critérios de classificação utilizados pelos cientistas e absorve melhor o conteúdo. O curso “O Uso de Coleção Zoológica do SAE” está em sua segunda edição. Ele acontece como parte dos cursos de extensão da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), de eventos e encontros realizados pelo Museu, do Projeto Andorinha da Universidade Fluminense Federal (UFF) e do Pólo de Ciências da 6ª CRE. Os professores interessados terão que ficar atentos à realização de um destes eventos ou entrar em contato, periodicamente, com o Museu Nacional.
Ciências com animais empalhados
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