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História Através da Arte
Por Andreia Brilhante Nas aulas do professor Dirceu
Pacheco, que leciona para o ensino médio, no Colégio Pedro II, em São
Cristóvão, História se aprende através de uma viagem ao mundo das linguagens
da arte. Trabalhando com o lúdico e muita criatividade, o aluno vai construindo
o seu conhecimento histórico. Na sala, pode não haver poetas, mas até
literatura de cordel a garotada aprende a fazer. |
![]() O método de ensino de Dirceu visa a desenvolver o espírito
crítico do estudante, levando-o a fazer a sua própria interpretação da
História. O pensamento não é uniformizado e o professor não se coloca
como um propagador da “verdade”, mas de idéias altamente questionáveis.
A imaginação da criança e a do adolescente são estimuladas, como demonstra
um trabalho de uma das turmas de Dirceu sobre a escravidão. “Nos séculos
XVI e XVII, os escravos vieram trabalhar na lavoura de açúcar e caíram
numa tremenda arapuca”/ Eles apanharam demais tanto quanto uns animais”,
diz o texto, acompanhado por belas ilustrações.
A prova do professor Dirceu também não é tradicional. Em uma delas, entre as questões estava a que apresentava um conjunto de conceitos históricos como Pacto-Colonial, pau-brasil e Portugal, cabendo ao aluno construir a prova. Cada um escolhia os elementos com os quais preferia trabalhar e elaborava questões sobre o assunto. “Com esta prova alternativa, é possível avaliar o estudante. Já com a tradicional, não. Ela apenas mede. Mas cada um aprende de sua maneira. O professor só conseguirá avaliar quando ele estiver interessado em identificar, através da prova, o que o aluno aprendeu de tudo o que foi discutido em sala, sem que, necessariamente, seja aquilo que deseja que o estudante saiba”, diz. ![]() Segundo Dirceu, com esta prova em que a pessoa escolhe os conceitos com os quais quer trabalhar, é possível avaliar o que foi assimilado e o que precisa ser reforçado. Ele conta que conseguiu acabar com a tensão da prova comum. No ensino fundamental, as provas tinham muita ilustração e, às vezes, eram uma espécie de quebra-cabeça em que a criança juntava os desenhos aos conceitos. O professor Dirceu Pacheco não tem dúvidas de que conseguiu, em suas turmas, tornar as aulas de História agradáveis e as provas um desafio sem o pavor comum às tradicionais. Para ele, o melhor investimento em Educação é reinventar o cotidiano a cada dia. Procedimentos
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