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Luzes, Câmera, Ação! Educação!

Por Simone Garrafiel

Educar não é somente bombardear os alunos com informações. Educar é muito mais do que isto. É dar aos alunos condições de transformá-los em agentes, de modo que eles possam correr atrás de seu próprio conhecimento.

É fazer com que a escola não seja vista como um lugar de passagem obrigatória, aonde se vai somente para estudar. É estimular os estudos, incentivar a leitura, despertar a consciência crítica e capacitar os alunos para que tenham uma boa formação acadêmica.

Foi seguindo este pensamento e buscando alcançar estes resultados que o professor Carlos Pimentel criou, há três anos, na Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, oficinas de teatro, jornalismo, cinema e expressão corporal, utilizando a arte como ferramenta para aprendizagem e vivência. “Com este trabalho, percebo que os alunos ficam mais desenvoltos e isto passa a ter reflexo nas outras atividades escolares. Meu objetivo é fazer com que eles se sintam mais confiantes em si, que passem a fazer questiona-mentos, enfim, que comecem a se sentir cidadãos”- explica Pimentel.

A criação das oficinas foi também decorrência da observação feita pelo professor de que as linguagens oral e escrita dos alunos são deficientes. Segundo Pimentel, as crianças não possuem o hábito de ler e isso influencia muito mal a aprendizagem, dificultando, inclusive, a articulação do pensamento, o que acaba refletindo na redação, que também fica comprometida.

  Atento a este problema, o professor Carlos montou, um ano antes de iniciar o trabalho com oficinas, o “Clube da Leitura”, para alunos de 5ª a 8ª séries, visando a iniciá-los na prática de leitura. A iniciativa deu resultado. A cada aula, vinte minutos eram dedicados ao clube. Os alunos traziam um livro para a sala de aula, faziam uma pequena exposição do que haviam lido e indicavam ou não a leitura para seus colegas.

  A partir daí, o estímulo à leitura surtiu efeito. “ No clube, os alunos se motivaram pelo entusiasmo com que os colegas falaram das histórias que haviam lido e, conseqüentemente, o troca-troca de livros foi inevitável. A experiência foi diferente do que acontece quando o professor impõe que se leia um determinado livro ” - explica Pimentel. Fazendo um levantamento quantitativo do clube, cada aluno havia lido, em média, 10 livros. Vencida esta primeira etapa, as oficinas foram estruturadas e abertas aos alunos interessados em participar delas.



Nas oficinas, Pimentel expõe as técnicas e explora, ao máximo, a capacidade de cada aluno, deixando-o livre para a criação. O professor coordena as atividades e faz as devidas correções de ortografia e concordância dos textos, no caso das oficinas de teatro, jornalismo e cinema. Quando surge um debate como conseqüência de um assunto que está sendo tratado, Pimentel torna-se o mediador, ajudando os alunos a chegarem a um acordo.

Teatro
Cinema
Jornalismo
Expressão Corporal
Índices edição 07


 
Escola Municipal Tasso da Silveira
Tel.: 401-5748
Professor Carlos Pimentel