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Os Discípulos de Montessori
Os escritos de Maria Montessori
e o Sistema Montessoriano de educação ganharam o mundo e, hoje, encontramos
inúmeras escolas montessorianas. No Rio, o Colégio Constructor Sui faz
sua parte. Localizado em uma ampla área verde, no bairro da Gávea, ele
atende da creche à 4ª série, tratando a Educação como verdadeira filosofia
de vida. Na trilha de Maria Montessori, o colégio transforma a escola
em uma grande casa, onde o ambiente é cuidadosamente preparado para reunir
diferentes faixas etárias e permite que a criança atue ativamente no processo
educacional, privilegiando suas conquistas próprias.
O trabalho montessoriano começa, no colégio, com a distribuição das turmas.
Acreditando na troca de experiências entre diferentes idades e no respeito
mútuo pregados por Montessori, o Constructor Sui divide as classes por
agrupamento. A agrupada 1 abrange crianças de 1 a 3 anos; a agrupada 2,
as crianças de 3 a 6 anos; na três, que é o CA, encontramos crianças de
diversas idades; a agrupada 4 é formada pela 1ª e pela 2ª séries e a agrupada
5, pela 3ª e pela 4ª séries. Todas convivem num mesmo espaço. “Uma sala
agrupada permite a diversidade, partindo do princípio de que não há um
grupo homogêneo. Mesmo que as crianças tivessem idades iguais, todas seriam
diferentes”, explica Cláudia Bandeira, diretora do colégio.
Nas salas, o currículo com as disciplinas previstas na legislação fica
à disposição dos alunos. Mas, a abordagem difere: no colégio montessoriano,
as crianças trabalham com o conceito de livre opção, movimento e criatividade.
Elas escolhem o material que vão usar e preparam a agenda do dia - as
matérias que serão estudadas e as atividades. Por isso, têm um dia totalmente
dinâmico. 
Em conjunto com os alunos, a professora faz o planejamento de aula e esquematiza
o que será estudado. Com farto material alternativo, tal qual Montessori
previa, e muita criatividade, a professora dá uma aula voltada para Matemática,
Estudos Sociais, Portu-guês, e outras disciplinas. Mas nada está compartimentado
nos 50 minutos convencionais. No Constructor Sui, como em qualquer colégio
Montessoriano, o tempo de aula varia segundo a necessidade de cada aluno,
cada turma.
As crianças ficam no colégio em tempo integral - das 8h às 16h45 (normalmente,
nos colégios montessorianos, o horário se estende até as 15h). O colégio
quer, com isto, que a professora esteja ali não só ensinando, mas conhecendo
seres humanos que têm desejos e vontades e estão em pleno desenvolvimento.
O papel da professora é ajudar a criança a aprender.
Já dizia Montessori:“A professora não pode só ensinar. Ela deve saber
ver dentro da alma para ajudar a criança em sua cura. Ela deve formar
a personalidade da criança não só pelo ensino, mas falando à sua alma,
ao seu espírito, à sua inteligência, com compreensão, humildade e respeito.
Esta compreensão não pode sair senão de um espírito eleito, refinado,
que saiba aprofundar os problemas da humanidade”
A avaliação, como o horário, não tem nenhuma rigidez. As provas são realizadas
como um exercício, pois o método usado pelo colégio é o da auto-avaliação
feita diariamente. Os alunos avaliam, ainda, as aulas e os professores.
“A intenção da prova é fazê-los se exercitarem, já que sairão daqui e
terão que enfrentar exames rígidos para passar de ano”, diz a diretora.
“Nós diferimos dos colégios tradicionais na forma e não no conteúdo”.
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Seguindo as idéias de normalização
e liberdade, o Constructor Sui deixa seus alunos bem à vontade, como se
estivessem em casa. Aliás, para eles, o colégio é uma extensão do lar.
Eles têm a permissão de entrar na cozinha, ir à direção para falar alguma
coisa quando sentem necessidade, vão à gráfica, conhecem todos os funcionários
e, com eles, trocam informações e conhecimentos. Com maior autonomia dentro
do colégio, os alunos se sentem responsáveis e aptos para se autorizarem
a fazer as coisas sem terem de pedir ao professor, colocando em prática
o lema de Montessori: “Liberdade com responsabilidade”.
Esta liberdade está presente em todo funcionamento do colégio. As atividades
interdisciplinares também são escolhidas pelos alunos. Hoje, eles têm
aulas de Inglês; música, podendo optar por flauta, coro ou repercussão;
teatro; artes; natação; desportos, visando a desenvolver sua parte psicomotora;
arte marcial (o Kung Fu foi escolhido) e aulas de meio ambiente, incluindo
o cultivo de horta e reciclagem. Desta maneira, o prazer e a capacitação
se constituem em força vital para a realização pessoal e profissional
dos jovens.
Além destas atividades, os alunos programam momentos de relaxamento. Dentro
dos horários previamente planejados em sala, as crianças organizam-se
para executar atividades de que, em particular, gostam muito. Umas ocupam
seu tempo, por exemplo, jogando xadrez ou lendo algum livro na biblioteca.
Outras reúnem-se para ensaios de dança, o que aumenta sua satisfação em
estar ali. “Temos um grupo de meninos, por exemplo, que criou o ‘clube
dos espiões’ e, nas horas vagas, faz as suas reuniões”,conta Cláudia.
A alegria e a satisfação intensa no ambiente se estendem , também, às
crianças especiais, normalmente excluídas da sociedade. Mesmo ciente das
limitações delas, até porque todo o ser tem a sua limitação, o Constructor
Sui dá continuidade ao método montessoriano com essas crianças. Através
de um projeto de inclusão, elas têm acesso a um material totalmente sensorial,
usado na pedagogia de Montessori, e seu ritmo é respeitado. Estudando
em salas de acordo com a sua idade mental, estas crianças são acompanhadas
por professores e outros especialistas, como fonoaudiólogos e pedagogos,
para que possam se socializar e ampliar seus horizontes.
A
Alfabetização no Constructor Sui
Índices edição 07
Constructor Sui
Campus Internacional Montessori
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Gávea - Rio de Janeiro
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