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Escolas ganham autonomia pedagógica, financeira e administrativa, diretores assumem funções de assessoramento superior e cria-se o cargo de coordenador pedagógico. Estas são as mudanças que caracterizam a primeira etapa da reorganização das escolas municipais do Estado do Rio de Janeiro. “Estamos numa fase muito importante para as escolas públicas, organizando uma nova escola e investindo muito neste processo. Com este Projeto, nossas escolas contam, hoje, com diretores dotados de uma visão mais gerencial, atuando ao lado dos diretores-adjuntos e, agora, dos coordenadores pedagógicos, novo cargo instituído” – diz, otimista, a Secretária Municipal de Educação, Carmem Moura. Com as reformulações, os diretores de cada uma das 1.033 escolas municipais do Estado foram exonerados, deixando uma função de assessoramento intermediário (DAI-6) para assumirem a de assessoramento superior (DAS-6), cargo-comissão de assessores e diretores de departamento. Função nova, valores novos. Ao assumir o novo posto, o diretor passou a ter não só um aumento salarial, mas também valorização do seu papel. Sua visão gerencial ficou mais evidente, uma vez que, agora, junto ao diretor-adjunto e ao coordenador pedagógico, dirige as questões administrativas. A função de coordenador pedagógico não existia nas escolas e foi criada para garantir maior autonomia às funções administrativas. Foi necessário, então, que houvesse indicação e seleção de profissionais, seguindo critérios pré-estabelecidos pela Secretaria e pelo Conselho Escola Comunidade (CEC). Foram indicados três nomes para cada escola, e os profissionais submetidos a uma avaliação curricular e a uma entrevista, para que, posteriormente, os diretores escolhessem o mais qualificado. Todas as escolas possuem, agora, um coordenador pedagógico, assumindo função de assessoramento intermediário (DAI-6). O coordenador pedagógico atua não só junto aos professores de diferentes disciplinas, analisando currículos e o projeto pedagógico de cada escola, mas também interliga escola e comunidade. “Nós já possuímos um órgão importante para este fim, que é o Conselho Escola Comunidade - representado por pais, alunos, professores, funcionários e associações dos bairros - que, junto com a direção da escola, analisa todos os assuntos relacionados à escola, participando, inclusive, das discussões dos projetos pedagógicos. O coordenador pedagógico vem a ser mais este grande articulador” – explica Carmem Moura. Os investimentos para viabilizar o projeto de organização das escolas públicas municipais não param por aí. A Secretaria Municipal de Educação está se preparando para abrir licitação para compra de computadores, visando a informatizar toda a rede. Hoje, apenas 300 escolas são informatizadas. A MultiRio, empresa de Tv da Secretaria que apresenta programas educativos nos canais comerciais, buscando a capacitação dos professores e o aperfeiçoamento dos alunos, também vem ganhando atenção especial e sua aceitação pelos telespectadores está sendo muito satisfatória. |
Em maio passado, os professores receberam um aumento salarial significativo, o que lhes deu uma injeção de ânimo para o trabalho, potencializada pela possibilidade de fazerem os cursos de capacitação ministrados nas Coordenadorias Regionais. Os cursos contam, cada vez mais, com a participação do professorado. As CRE’s também têm prestado importante contribuição aos profissionais de Educação, promovendo seminários sobre gestão escolar - até por conta das novas atribuições dos diretores - em que se discutem o que é autonomia e como administrar os recursos públicos. E o pessoal de apoio das escolas (merendeiras, serventes, agentes de administração, etc.) também vem sendo beneficiado com estes eventos, havendo um intercâmbio entre ele e profissionais gabaritados, de forma que se aperfeiçoe o trabalho realizado. “Esta reorganização tem um peso muito grande dentro da rede municipal de ensino. Há muito tempo, não tínhamos mudanças deste porte nas funções de direção e na estrutura básica das escolas. Todos estes projetos de melhoria vão resultar no melhor desempenho de nossos alunos, erradicando a repetência e a evasão escolar”- afirma Carmem Moura. No momento em que se tem uma direção bem-estruturada, direcionada, trabalhando juntamente com o Conselho, gerenciando bem a questão pedagógica, criando projetos e discutindo-os com a comunidade, tem-se uma escola com ótimas condições de funcionamento. É este o modelo de escola que se quer ver no município. |