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As Taxas de Reprovação e Abandono Escolar
são Menores no País
As taxas de reprovação e abandono
dos estudos no país vêm caindo desde 1995, mas ainda são altas e o Brasil,
desta forma, perde R$ 3,8 bilhões por ano com os alunos do 1º Grau. O
Censo Escolar de 1998, divulgado pelo Ministério da Educação (MEC), mostrou
que, no ano passado, 7,7 milhões de alunos do ensino fundamental abandonaram
as escolas ou foram reprovados.
No ensino fundamental, a taxa de reprovação caiu de 14,1% para 11,4%;
para os alunos da 1a à 4a série, diminuiu de 14,8% para 12,8% e, para
os alunos da 5a à 8a série, a queda foi mais significativa, de 13% para
9,4%. O mesmo aconteceu com o índice de alunos que abandonaram as escolas
de 1ª a 8ª série que, passou de 12,9% para 11,1%. Isto significa que 22,5%
dos alunos do 1º grau são reprovados. O índice de reprovados no Ensino
Médio também decresceu de 9,9% para 7,5%, e o dos alunos que se afastaram
baixou de 15,7% para 13,7%.
Para que diminuam cada vez mais tais índices, o Ministro da Educação,
Paulo Renato, destaca que é necessário mudar nas escolas a cultura de
reprovação. “Em praticamente todos os estados, já estão sendo adotadas
medidas neste sentido. Há classes de aceleração de aprendizagem, recuperação
nas férias e dependência em disciplinas, especialmente de 5ª a 8ª série.
É preciso criar sempre meios para que os alunos aprendam e sejam aprovados”,
enfatiza.
O Censo 98 também divulgou as taxas de aprovação mostrando que cresceram
nos ensinos Fundamental e Médio. Em 1996, 73% dos alunos de 1º grau foram
aprovados e, no ano passado, este índice passou para 77,5%. A taxa cresceu
de 73,3% para 76,7% entre as 1as e as 4as séries, enquanto entre as 5as
e 8as séries estes números pularam de 72,7% para 78.7%. O Ensino Médio
apresentou, da mesma forma, bons índices de aprovação, que subiram de
74,4% para 78,8%.
Segundo Paulo Renato, o crescimento do número de alunos aprovados comprova
que as políticas adotadas pelo MEC para melhorar a qualidade de ensino
- a avaliação dos livros didáticos, o treinamento de professores através
da “TV Escola” e a definição dos Parâmetros Curriculares Nacionais - ,
assim como a redistribuição das responsabilidades de estados e municípios
começam a dar certo.
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